Mais uma vez muitos de nós aproveitamos este momento para renovar o eterno vício da esperança, que nunca é a última, mas é sempre aquela que nunca morre.
Pois se ela fosse uma virtude há muito tempo estaria abandonada e esquecida pela humanidade....
Para ilustrar este momento nada melhor que a palavra de um dos nossos maiores poetas:
Cortar o tempo
Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente
Carlos Drummond de Andrade
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