"Quando os cristãos, através das tropas aliadas, retomaram a posse dos Lugares Santos, Nós de coração nos unimos à alegria geral dos bons; mas aquela Nossa alegria não era separada do temor expresso na referida Alocução Consistorial, ou seja, que a tão magnifico e feliz acontecimento, os israelitas viessem, em seguida, encontrar-se na Palestina numa posição de preponderância e de privilégio.
A realidade atual comprova que aquele temor era justificado. De fato, na Terra Santa a condição dos cristãos não só não melhorou, mas, ao contrário piorou logo depois das novas leis e dos ordenamentos ali estabelecidos, os quais visam - não digamos que por vontade dos legisladores, mas certamente de fato - a expulsar a cristandade das posições que tem ocupado até agora, para substituí-la pelos israelitas.
Não podemos, também, não deplorar o trabalho intenso que muitos fazem para retirar o caráter sagrado dos Lugares Santos, transformando-os em ponto de encontro com todos os atrativos da mundanidade: o que, se já é de todo reprovável, muito mais o é onde encontram-se a cada passo as mais augustas memórias da Religião."
Trecho de um discurso do Papa Bento XV (1914-22) aos cardeais (1921) expressando a preocupação com o destino dos cristãos na terra que já foi santa um dia.
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